Duas peças musicais invulgares para testar as qualidades do seu Sistema de hi-fi

Tempo de leitura: 5 minutos

 

Para esta parte da nossa jornada em avaliar a qualidade de som de um sistema de Hi-Fi, os engenheiros de som da Marantz partilham dois álbuns muito diferentes e invulgares. Enquanto ambos podem ser usados para esta avaliação, o segundo é também excelente para demonstrar todos os atributos que um bom sistema de Hi-Fi deve ter. Isto pode soar estranho ao início: porque distinguimos entre demonstração e avaliação? Se queremos apenas avaliar as qualidades de um produto ou até mesmo se pretendemos apenas verificar um determinado aspeto – por exemplo, dinâmica – basta selecionar uma passagem que saliente este aspeto e aceitar que poderá ter deficiências noutros, como por exemplo, equilíbrio tonal.

Para demonstrações, o que pretendemos é escolher material que faça os equipamentos brilharem e que ponha um sorriso de satisfação na cara do mais exigente audiófilo.

Laia aqui em baixo sobre estas gravações e teste-as no seu sistema.

 

Mi Corazon por The Brandt, Brauer, Frick Ensemble

Retirado do álbum: Mr. Machine.

OUÇA NO TIDAL

Isto é algo que não se encaixa em nenhum género musical. Os três cérebros responsáveis (Brandt, Brauer e Frick) são conhecidos DJs em Berlim. Por isso, estão mais voltados para House, Techno e Dance music. Alguns dos ritmos encaixam-se certamente nestes géneros, mas aqui não temos quaisquer instrumentos eletrónicos ou samples. Tudo é interpretado por uma banda de 10 músicos clássicos ou de jazz. Temos tuba, violoncelo, piano e imensa percussão que é feita com todos os tipos de ferramentas e tubos. Tudo foi gravado de maneira que nos dá um grande sentido de espaço.

O que importa julgar aqui é a definição do palco sonoro (devemos ser capazes de seguir facilmente os arranjos à medida que os instrumentos começam a tocar, um após o outro, e a peça se vai construindo ao longo do tempo). Depois, porque toda a percussão nesta música é também muito exigente para os amplificadores devido aos picos com grande quantidade de energia de baixa frequência (graves).

A versão em LP é também algo que podemos usar para testar os pré-amplificadores de gira-discos.

 

Let It Rain ou Use Me ou Black Magic Woman por Patricia Barber 

Retirado do álbum: Companion

OUÇA NO TIDAL

Edições Especiais: Versões remasterizadas MFSL e um LP duplo especial de 45 rpm

Este álbum é uma gravação ao vivo realizada num pequeno clube de jazz em Chicago no final dos anos 90. A gravação é absolutamente excelente e incorpora todos os atributos que associamos com “hi-fi”. A faixa ‘Let it Rain’ começa com o habitual ruído de fundo, onde é possível ouvir pessoas, individualmente, a baterem palmas ou a falar à mesa. Isto transporta-nos meso para dentro da cena. A voz de Patricia Barber e, mais tarde, a guitarra acústica de John McLean são simplesmente excelentes e muito bem captados.

O posicionamento dos músicos é fácil de notar e a cantora está sempre no centro do palco com uma presença incrível e muito realista. A faixa ‘Use Me’, de Bill Withers, tem aqui novos arranjos e começa com um solo de cerca de 2 minutos no duplo baixo. Aqui temos a energia das baixas frequências, dinâmica e uma incrível apresentação da artista no palco. Finalmente, a última faixa deste álbum é o bem conhecido ‘Black Magic Woman’, de Peter Green, que tantos só conhecem através da versão de Carlos Santana. Uma vez mais, neste arranjo, não é apenas o guitarrista que brilha, mas também as frases no órgão Hammond tocadas por Patricia Barber que tornam esta versão tão especial

 

Quer saber mais sobre o carácter do som Marantz? Não hesite em ler mais aqui.

Curioso(a) por saber como é que os componentes Marantz HiFi soam em todas as categorias? Visite a homepage da Marantz para se inspirar. 

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